O padrão que decide
o que entra
na xícara.
Cada decisão que tomamos sobre origem, curadoria, torra e entrega está documentada aqui. Não como marketing. Como especificação.
Não escolhemos pelo preço.
Escolhemos pelo perfil.
A maioria das torrefações seleciona café pela oferta do mercado. A CORE seleciona por um conjunto fixo de critérios que não negocia com nenhum fornecedor. Altitude mínima, processo verificável, produtor rastreável. Se qualquer um desses critérios falha, o lote não entra no sistema.
Trabalhamos diretamente com cooperativas e produtores individuais — nunca com intermediários anônimos. Cada fazenda passa por uma visita técnica antes do primeiro contrato. Cada lote vem acompanhado de documentação de origem.
Cada lote é um
experimento controlado.
Torramos em lotes individuais. Nunca em conjunto com outros cafés. A curva de temperatura é registrada em tempo real e comparada ao perfil-alvo definido para aquela origem específica. Desvios são documentados. Lotes fora do envelope de tolerância são descartados — não vendidos como "segunda linha".
O ponto de drop — o momento exato em que o café sai do tambor — define o nível de torra com precisão de 0,1 grau. Um minuto de diferença nesse ponto produz um café completamente diferente. É por isso que registramos o timestamp exato de cada lote.
Seis verificações antes
de cada despacho.
Nenhum lote sai da torrefação sem passar pelas seis etapas abaixo. Cada etapa tem um critério de aprovação objetivo — não subjetivo. O resultado de cada auditoria é registrado e associado ao número de série do lote.
Verificação de curva de torra
A curva real do lote é comparada ponto a ponto com o perfil-alvo. Desvio máximo permitido: ±0,1°C em qualquer momento da curva.
Análise sensorial — Q Grader
Degustação às cegas por Q Grader SCA certificado. Pontuação mínima de 85 em escala SCA. Qualquer nota fora do perfil declarado reprova o lote.
Medição de umidade
Amostra de 100g analisada em medidor calibrado. Umidade acima de 11% indica processo de torra ou resfriamento inadequado.
Contagem de defeitos
Triagem visual de 350g por lote. Grãos com defeito primário (preto, fermentado, pedra) ou secundário (casca, concha) são contados individualmente.
Verificação de Agtron
Leitura de cor por espectrofotômetro Agtron calibrado. Confirma nível de torra dentro da faixa do perfil declarado para o lote.
Aprovação de embalagem e lacre
Verificação da integridade da válvula unidirecional, do lacre termossoldado e da impressão do número de lote e data de torra.
O café começa a degradar
no momento em que para
de resfriar.
Calor, luz e oxigênio são os três inimigos do café fresco. A embalagem com válvula unidirecional resolve o oxigênio. A cadeia fria resolve o calor. A embalagem opaca resolve a luz. As três variáveis são controladas desde o momento em que o café sai do tambor até chegar na sua mesa.
O prazo de 48 horas não é um objetivo. É um limite máximo que não ultrapassamos. Em prática, a maioria dos lotes é despachada em 24 horas. Cada envio sai com rastreamento GPS ativo.
Q Grader. O padrão
mais alto da indústria.
O Q Grader é o equivalente ao Master Sommelier do café — uma das credenciais mais difíceis de obter na indústria de alimentos. O candidato passa por 22 exames calibrados que testam desde identificação de defeitos por aroma até discriminação de ácidos específicos em solução. Menos de 7.000 pessoas no mundo são Q Graders ativos.
Todos os lotes CORE são avaliados por um Q Grader ativo e certificado pela SCA (Specialty Coffee Association) antes do despacho. A pontuação de cada lote é registrada e associada ao número de série permanentemente.
"Se não passa no protocolo, não sai.
Isso é o que 'especial' significa aqui.
Não é um adjetivo. É uma especificação."